Polícia

Serial killer de Goiânia pede para casar em penitenciária

Rocha já foi condenado por 29 mortes, dois assaltos e porte ilegal de armas.

24 SET 2018 Por Folhapress 00h:39
O serial killer de Goiânia, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha. O serial killer de Goiânia, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha. / Facebook/Jornal Informativo

Conhecido como o serial killer de Goiânia, o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, 30, pediu à Direção Geral da Administração Penitenciária de Goiás (DGAP) para se casar dentro do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital.

Preso desde 2014, Rocha foi condenado a mais de 600 anos de prisão. Segundo a DGAP, ele pediu para participar de casamento comunitário que deve ser realizado no próximo mês. Mas a documentação da noiva, que também é detenta, não ficou pronta a tempo.

A DGPA não informou a identidade da noiva nem o motivo de sua prisão. Como os dois estão presos, eles não têm encontros pessoais. A advogada de Rocha, Luciana de Almeida, não quis comentar o assunto.

Rocha já foi condenado por 29 mortes, dois assaltos e porte ilegal de armas. Somadas, as penas são de 684 anos de dez meses de prisão. Os crimes, ocorridos entre 2013 e 2014, chocaram o país pela maneira aleatória com que o condenado escolhia as vítimas nas ruas da cidade.

A última condenação ocorreu nesta quinta (20), pelo assassinato de Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, em maio de 2014. A vítima esperava um ônibus ao sair da academia, quando Rocha chegou em uma moto e anunciou um assalto.

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás, um colega de trabalho que estava com a vítima no momento do crime contou que o réu atirou no peito de Bruna enquanto ela pagava o celular e fugiu sem levar nenhum pertence. Bruna deixou um filho de sete anos. 

Rocha foi condenado a 21 anos por homicídio qualificado. Para o juiz Eduardo Pio Mascarenhas, da 1ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos Contra a Vida e Tribunal do Juri, o caso foi de "reprovabilidade considerada elevadíssima, já que o réu escolheu a vítima aleatoriamente, atingindo-a com um tiro certeiro no peito".

Nos julgamentos, a defesa tem usado a tese de semi-imputabilidade, alegando que Rocha tem transtornos mentais.

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