Cultura

Rosinha Mastrângelo é tema de biografia

Escrita pela historiadora Karime Moussalli Antigo, a obra tem coquetel de lançamento no Teatro Guarany

2 OUT 2018 Por Da Reportagem 17h:02
O livro Rosinha Mastrângelo – Nas Pistas de uma Construtora de Sonhos será lançado no Teatro Guarany O livro Rosinha Mastrângelo – Nas Pistas de uma Construtora de Sonhos será lançado no Teatro Guarany / Matheus Tagé/Arquivo DL

As memórias e obras da jornalista, radialista, cronista, poeta, crítica teatral e teatróloga santista Rosinha Mastrângelo têm seu primeiro registro no livro Rosinha Mastrângelo – Nas Pistas de uma Construtora de Sonhos. Escrita pela historiadora Karime Moussalli Antigo, a obra tem coquetel de lançamento no Teatro Guarany (Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico) na sexta-feira (5), às 19h.

Contemplada em primeiro lugar no 6º Concurso de Apoio a Projetos Culturais Independentes no Município de Santos, com verba do Fundo de Assistência à Cultura (Facult), o livro nasceu na época em que Karime estudava teatro. A curiosidade e paixão por Rosinha continuaram até a época da graduação. Assim, a artista tornou-se o tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso.

Sobre Rosinha Mastrângelo

Patrona da cadeira número 36 da Academia Feminina de Ciências, Letras e Artes de Santos (AFCLAS), Rosinha di Nájoli Mastrângelo nasceu no dia 3 de maio de 1911. Iniciou seu trabalho como jornalista, em 1932, sendo uma das primeiras mulheres a trabalhar no jornal O Estado de São Paulo.

Escreveu durante alguns anos, sob o pseudônimo de Pierrot Azul, crônicas sobre o Carnaval e dedicou parte de sua vida à filantropia e à radiodifusão, na qual se iniciou em 1939, na Rádio Clube de Santos.

Pioneira nas radionovelas em Santos, arrebatou ouvintes durante 40 anos no ar. Também produziu programas como Teatro de Atenas e Romance para Você, que ficaram em evidência durante 11 anos, na Rádio Atlântica de Santos.

Suas poesias foram publicadas em dois livros: Poemas para seus olhos e Sentimental. Suas crônicas foram reunidas na publicação Em Momento de Meditação e Fatos sem Fotos.

Em 1950, realizou o 1º festival do Teatro Amador de Santos. Foi redatora e chefe de reportagem do jornal O Diário até o seu fechamento, em 1967. Ajudou a revelar grandes nomes da rádio, televisão e do jornalismo.

Crítica das artes, em especial do teatro, ela contribuiu com a construção do Teatro Municipal Braz Cubas ao fazer campanhas no jornal e na rádio. Por essa causa foi homenageada na inauguração do Centro de Cultura Patrícia Galvão.

Rosinha Mastrângelo faleceu na madrugada do dia 17 de setembro de 1986. Em homenagem póstuma, no dia 1º de setembro de 1992, durante o Festival Santista de Teatro (Festa), Rosinha Mastrângelo virou nome de teatro público.

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