Cotidiano

Paralisada, obra do Rebouças acumula água parada

Um dos maiores símbolos do atraso nas obras públicas do município, o Rebouças segue com a fachada coberta por tapumes desde meados de 2015.

13 FEV 2018 Por Rafaella Martinez 08h:30
Em tempos de preocupação com o aedes aegypti, uma verdadeira piscina de água parada coloca em risco a saúde dos moradores Em tempos de preocupação com o aedes aegypti, uma verdadeira piscina de água parada coloca em risco a saúde dos moradores / Paulo Villaça/DL

Três anos se passaram e no lugar onde deveria estar, desde março de 2016, uma nova piscina aberta ao público no Complexo Recreativo e Esportivo Rebouças, há apenas pedaços de ferro, estruturas de cimento inacabadas e o mais grave: uma verdadeira piscina de água parada que coloca em risco a saúde dos moradores da Ponta da Praia.

Um dos maiores símbolo do atraso nas obras públicas do município, o Rebouças segue com a fachada coberta por tapumes desde meados de 2015, quando a Prefeitura anunciou a revitalização do espaço com a construção de uma piscina, dois vestiários e canchas de bocha e malha.

De acordo com o portal do Sistema de Gestão de Contratos (Sigecon) a obra já teve dois aditamentos, que culminaram com um acréscimos no valor inicialmente orçado e mais nove meses no prazo de entrega da equipamento. O último registro apontado no site, no entanto, indica que a obra deveria ter sido entregue em setembro de 2016.

O prazo foi o mesmo anunciado pela Prefeitura no começo daquele ano, quando foi questionada pelo Diário do Litoral sobre o atraso na revitalização do equipamento. De acordo com a Administração, uma readequação no projeto da piscina do local foi o motivo para os atrasos. O adiamento teria sido um pedido da Secretaria Municipal de Esportes e se deu para readequação da piscina para múltiplos usos, incluindo as modalidades de pólo aquático e nado sincronizado com aumento da profundidade. Este fato teria demandado a paralisação momentânea das obras, novo projeto e fundação.

Questionada novamente, a Prefeitura de Santos disse que aguardava o término da concorrência que ia definir a empresa responsável pela instalação da cobertura da piscina e do sistema de filtragem de água, para dar continuidade à obra. Isto porque os serviços interferem no piso da piscina. O sistema previsto no projeto inicial foi revisado devido ao aumento da profundidade da piscina.

A MR Comercial e Logística venceu a licitação para cobertura e filtragem da piscina, 2ª. etapa da obra, com o valor de R$ 2.856.229,96 e prazo de execução de seis meses. O contrato já foi assinado e os serviços devem começar em até um mês.

Já a primeira etapa da obra, a cargo da Inaplan tem 55% dos serviços executados. Foi concretado o fundo da piscina e iniciada a construção da quadra de malha. O vestiário 2, da piscina utilizada para hidroginástica, está concluído e em uso. A empresa estava aguardando a licitação da 2ª. etapa (motivo do atraso), por determinação da Prefeitura. A obra será retomada no final de fevereiro/início de março.
A Prefeitura afirma que o valor inicial da obra, R$ 4,3 milhões, foi aditado duas vezes. Em setembro de 2015 passou para R$ 5,3 milhões e em junho de 2016 foi reduzido para R$ 4,3 milhões. Isto porque em decorrência das alterações de projeto da piscina, alguns itens se tornaram incompatíveis com o projeto e foram retirados do contrato, provocando a redução do valor.

A obra do Rebouças é um ponto estratégico visitado periodicamente pela equipe da Seção de Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde. Quando necessário, é realizado tratamento químico no local com a aplicação de larvicida. Após a denúncia do Diário do Litoral, uma nova vistoria será realizada ainda nesta ­semana.

Dentro do Complexo, problemas estruturais também são visíveis

Engana-se quem pensa que apenas a obra da piscina preocupa os usuários do Rebouças. A reportagem esteve na área interna do espaço e constatou diversos problemas estruturais principalmente no parque de diversões das crianças.

Um escorregador está com uma faixa de isolamento. Os banheiros também estão interditados, bem como uma pequena área atrás do tradicional castelinho, que acumula água.

Sobre os problemas, a Prefeitura destacou que as interdições no parquinho, em um dos escorregadores, foram necessárias por causa da necessidade de troca de uma peça, que já foi solicitada e que o equipamento será liberado nesta semana. Nos banheiros, os reparos já foram solicitados para sub-prefeitura da Orla que é responsável pela manutenção, e o serviço já está na programação da Secretaria de Serviços Públicos. Os banheiros do Centro Esportivo e Recreativo Rebouças estão todos liberados para uso dos frequentadores do parquinho.

Deixe seu Comentário

Leia Também

©2018 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.
Plataforma